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OS TIGRES E O MORANGO

Esta pequena estória já me acompanha há vinte e seis anos, desde que eu a li em um gibi do Capitão América. Gibi mesmo, ainda demorou um bom tempo para essas publicações serem chamadas de quadrinhos...e eram bem baratas. Mas a sua mensagem torna-se incrivelmente útil em nosso momento atual e vale uma pequena discussão. A interpretação dessa estória inicialmente parece óbvia e, de forma geral, pode ser resumida mais ou menos assim:   “ – Não devemos ficar presos no passado, ou demasiadamente preocupados com o futuro, devemos aproveitar o presente. ”   Ou, em nosso contexto atual, de uma percepção sistêmica generalizada de crise econômica, isto pode ser interpretado da seguinte forma:   “ – A solução para as dificuldades de sua organização está no momento atual, naquilo que você pode fazer agora, não naquilo que você fez no passado, ou pode planejar fazer no futuro. “   Esta é uma interpretação simplista e temos certeza que você já deve tê-la ouvido através dos oráculos econômicos de plantão (SEBRAE, Pequenas Empresas e Grandes Negócios, Revista EXAME, etc.), ou irá ouvi-la em breve. No entanto, nosso contexto econômico e social é complexo, assim como a nossa pequena estória de Buda e, por isso, devemos interpretá-la com extremo cuidado.   A solução que o homem encontrou, em um momento aparentemente de crise extrema, só aconteceu porque ele manteve a mente atenta e soube, no meio de uma sequência de eventos inesperados, identificar a oportunidade correta para lhe ajudar a sobreviver naquele instante. Muito provavelmente, em algum momento próximo, algum dos tigres terá que ir embora.   Assim, para sobreviver você precisa, antes de tudo, pensar com clareza e maximizar a utilidade dos ativos que você tem à sua disposição. Isso, em termos organizacionais, significa que você deve revisar seu planejamento estratégico, manter a sua cultura organizacional sob controle e identificar os ativos de valor real para ajuda-lo neste momento.   Se você não conseguir revisar o seu planejamento estratégico um dos tigres irá lhe pegar. Se a sua cultura organizacional não for capaz de se adequar ao momento você irá cair - o rato que rói o cipó. Se você não tem ativos para lhe ajudar a sobreviver você não irá conseguir esperar mais do que os tigres.   Em outras palavras só irá sobreviver a organização que tem condições de adequar o seu posicionamento às restrições do mercado, uma…

A INFLUÊNCIA DO AUMENTO DAS EXPECTATIVAS DE VIDA DAS POPULAÇÕES MUNDIAS SOBRE AS HABILIDADES DE TRABALHO – PARTE I.

Este post começa a discussão sobre os principais fatores de mudança e as habilidades que deverão ser desenvolvidas para a jornada relacionada ao estabelecimento da Economia do Conhecimento.   2015.06.01 – Nelson Marinelli Filho Ao utilizarmos a ideia de que as populações mundiais estão envelhecendo estamos apenas resumindo todo o conjunto de eventos relacionados à modificação da forma das Pirâmides Demográficas das principais nações do Globo.   Para resumir a explicação, em pouco tempo não poderemos nem mais chama-las de pirâmides, como mostra a imagem da Figura 1. Ou seja, não haverá mais uma reserva de “mão-de-obra” jovem, barata e inexperiente disponível para sustentar a demanda dos mercados consumidores, com a sua evolução de renda, e até mesmo os sistemas de previdência social. Figura 1 – A evolução da Pirâmide Etária Absoluta do Brasil (1980-2050). Adaptado a partir de Oliveira, J.C., Albuquerque, F.R.P.C, LINS, I.B. (2004) – Projeção da população do Brasil por sexo e idade para o período de 1980 – 2050. Rio de Janeiro. IBGE. 82p.   Entender um conjunto de dados tão significativos nunca é tarefa fácil, mas um bom primeiro passo neste tipo de situação é declarar o seu objetivo inicial. O nosso é entender como o envelhecimento da população mundial é um fator de mudança nas habilidades de trabalho que serão valorizadas nas próximas décadas.   Tendo em mente esse objetivo a resposta torna-se fácil: para que as economias mundiais não se tornem gigantescos Esquemas Ponzi, as faixas etárias superiores das populações deverão ter cada vez mais capacidade de gerar valor e renda. Ou seja, devemos procurar ensinar aos nossos jovens a necessidade de ter uma vida sustentável e se manterem constantemente atualizados profissionalmente sem medo de encarar constantes mudanças de carreiras.   Neste sentido, um importante referencial é o “Global Age Watch Index” que, basicamente, ao ponderar um conjunto de fatores específicos universais tenta mostrar como as estão preparadas para enfrentar, nas próximas décadas, o envelhecimento de suas populações (http://www.helpage.org/global-agewatch/).   Quando o consultamos em 26.05.2015, o Brasil ocupava a 58ª posição. Não é surpresa nenhuma ocuparmos lugares de pouco mérito nos indicadores de desenvolvimento humano. Sem ironia, estamos até acostumados a isso. O que realmente nos causou expando foi nosso comportamento bipolar, como mostra o nosso “report card” na Figura 2. Figura 2 – “Report card” do Brasil segundo as quatro dimensões principais do Global Age Watch Index: mobilidade social, seguridade, saúde e…

A EVOLUÇÃO DAS HABILIDADES DE TRABALHO NA BUSCA PELA ECONOMIA DO CONHECIMENTO.

Esta é a Introdução de uma série de posts, onde iremos discutir os fatores de mudança e as habilidades que deverão ser desenvolvidas para a jornada relacionada ao estabelecimento da Economia do Conhecimento. 2015.05.25 – Nelson Marinelli Filho. Eric Hobsbawn, quando questionado sobre os fatores que levaram a Humanidade a evoluir cientificamente e tecnologicamente de maneira tão intensa no século XX, respondeu de forma muito assertiva: foi a disponibilização de escolas públicas, gratuitas e de bom nível para os filhos dos trabalhadores logo no início do século que levou a Humanidade a acumular conhecimento e conquistas em uma proporção incrível, se comparados com os seis mil anos anteriores de nossa história (The Age of Extremes: The short Twentieth Century, 1914-1991). Esta é uma é uma percepção que só um humanista deste calibre poderia realizar e continua válida: nossas escolas são os nossos maiores patrimônios. No entanto, desde a Segunda Guerra Mundial este precioso ativo da Humanidade tem se desgastado, perdendo valor em nossas vidas e, no momento atual, a formação acadêmica está tornando-se uma simples commodity. Este ciclo pode ser muito bem entendido através das observações sobre a perda de valor intrínseca a instalação dos mecanismos de Governança Corporativa, que William Pounds explicou muito bem ao longo de sua carreira. William Pounds foi Diretor da Sloan Management School, do renomado MIT, e considerado por muitos a maior autoridade mundial em Governança Coorporativa. Mas esse ciclo iremos discutir em outra oportunidade futura. Neste momento, achamos mais produtivo discutir quais são os fatores mundiais que fazem pressão pela modificação da escola, de seu papel e valor. E depois, em função desses fatores de mudança, quais serão as habilidades que nós deveremos desenvolver para atender a demanda do mercado de trabalho da próxima década. São seis os fatores de mudança que iremos discutir neste trabalho: 1) O aumento da expectativa de vidas das populações mundiais; 2) A expectativa do aumento da inteligência das máquinas; 3) O Mundo computacional; 4) O novo ecossistema da Mídia; 5) Organizações Superestruturas; 6) Mundo globalmente conectado.   Esperamos que vocês nos acompanhem nesta discussão e contribuam com as suas ideias e conhecimento. Obrigado. Nelson.   Nelson Marinelli Filho é D.Sc. (Engª Mecânica) pela USP e Gestor de Inovação da ATIVECON, onde desenvolve projetos de Inovação nas mais variadas áreas da economia com seus clientes, modelagem de negócios Web e programas de treinamento e capacitação.

QUATRO REGRAS PARA NÃO SER ESQUECIDO POR SEU CLIENTE NA ERA DIGITAL.

No post anterior falamos sobre como as Tecnologias da Informação e Comunicação ajudam as empresas de e-commerce a conquistar cada vez mais clientes e como isto afeta os comerciantes locais. Neste post vamos apresentar as quatro regras fundamentais que estes devem estar em seu planejamento para enfrentar esta concorrência. 1) Saiba quando e onde a sua audiência estará procurando e ouvindo. O mais provável, é no celular. Um dos mais erros básicos que os atores do comércio local comentem está na incapacidade de perceber onde as pessoas vão ouvir sobre a sua empresa, ou em quais itens um potencial cliente vai olhar para saber mais. Um monte de canais de publicidade que são inerentemente móveis - podcasts por exemplo - não são apenas relativamente baratos, mas uma ótima maneira de encontrar, um público altamente específico engajado tecnologicamente. Gerar o “boca a boca” é muito mais fácil quando você está nas ruas. Como um comerciante local você precisa para explorar toda e qualquer oportunidade de falar com o seu cliente ideal. 2) Não abandone a sua loja, mas também não seja um dinossauro! O e-commerce certamente tem sido uma grande força democratizante, pois tornou mais barato do que nunca iniciar um negócio, mas é impessoal. Esta é a grande vantagem competitiva do comércio local. Chama a atenção neste contexto o fato comportamento dos consumidores de sapatos que, quando estão comprando não querem que clicar sobre uma imagem e fazer uma compra baseado fora de algumas fotos. Em vez disso, eles querem se sentir, tocar e experimentá-los. Os consumidores sempre necessitaram e querem dialogar com alguém conheça profundamente o produto e sobre quais são as suas opções. As empresas de maior sucesso no e-commerce, com produtos de alto valor agregado, utilizam intensamente as mídias sociais para diminuir este problema. O comerciante local deve fazer o mesmo: utilizar a tecnologia para melhorar a ainda mais a experiência de compra de seu cliente. Se você não está abraçando o mais recente canal de mídia social, seus concorrentes estão e, provavelmente, você já está dois passos para trás. 3) Faça o seu cliente se sentir especial. O consumidor está cada vez mais exigente. Vivemos em uma sociedade orientada para o consumo, onde muitas vezes podemos sentir como se ela estivesse nos dizendo para comprar "mais, mais, mais.". Este discurso está ultrapassado! As marcas prosperam nas mídias sociais com estratégias que procuram fazer as pessoas se sentir como…

PARA NÃO SER ESQUECIDO POR SEU CLIENTE NA ERA DIGITAL.

Hoje, nós trabalhamos em um ambiente de marketing caracterizado pelo contato direto com o consumidor (“direct-to-consumer”). Isso foi construído a partir das funcionalidades que o comércio eletrônico (“e-commerce”) tornou acessível a todos: vendas on-line, produção sob encomenda e entrega customizada mudaram as regras do jogo do comércio. As lojas físicas já não são a única forma de os consumidores adquirirem bens, e talvez mais importante, cortando os intermediários desnecessários, as empresas de manufatura podem agora fazer produtos de alta qualidade para as pessoas não podiam adquirir seus produtos, em função dos preços, durante uma época em que a compra diretamente do fabricante não era possível. No entanto, as lojas físicas de alta qualidade de marcas de varejo ainda existem e prosperam. As pessoas ainda gostam de ir às lojas e por uma boa razão: em muitos aspectos comprar no mundo real, e não no virtual, pode ser uma experiência social muito gratificante. Porque, mesmo sendo o site de compras mais moderno, não tem como saber se aquele item que você escolheu realmente lhe agradou. No e-commerce basta uma experiência minimamente ruim para que o cliente abandone a sua base, enquanto que no comércio real o relacionamento, o elogio e o diálogo se encarregam de entender as reais necessidades do cliente e de garantir a entrega de valor. Porém a agilidade de comunicação e a facilidade de estar presente no dia a dia do consumidor do e-commerce faz com que ele se interponha constantemente na relação dos clientes com os atores do comércio de sua comunidade. Para evitar isso, esses atores (lojistas, donos de restaurantes, pequenos prestadores de serviço, etc.) devem se posicionar para valorizar a experiência de consumo real e, para alcançar este objetivo, precisam aproveitar as oportunidades que a tecnologia (TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação) lhes proporciona. No nosso próximo post vamos complementar esses conceitos com as quatro regras básicas que os comerciantes locais devem seguir para construir sua estratégia básica.

PARA OS PROFISSIONAIS DO CONHECIMENTO A CONCORRÊNCIA ESTÁ EM TODO O LUGAR.

Neste momento, todos os profissionais que usam intensamente o conhecimento técnico, ou acadêmico, estão sentindo um forte momento de transição em seus nichos de atuação. Isso acontece em função da rápida expansão das fronteiras da comunicação.   Em outras palavras, qual a diferença, para um dono de uma pequena rede de butiques com marca própria, contratar um design na Itália, na França, ou em qualquer outro lugar do mundo, ao invés do Brasil para produzir sua coleção?   A resposta é simples: muita, pois provavelmente o trabalho desses profissionais de outros países será mais rápido, qualificado e barato. Essa afirmação é abrangente, mas quem quiser aprender mais sobre essa tendência pode começar através deste link de uma matéria recente da publicação inglesa The Economist, intitulada Workers on tap e publicada em janeiro de 2015, lembrando que esta revista seguramente está entre as cinco que melhor entenderam, em todo o planeta, a transição para a Era Digital e, depois, para a Era Social da mídia:   http://www.economist.com/news/leaders/21637393-rise-demand-economy-poses-difficult-questions-workers-companies-and Neste novo ambiente, esses profissionais devem, antes de tudo, aprender a importância de investir em sua presença digital. Para isso é interessante refletir sobre alguns pontos:   1) O seu valor está relacionado à sua proposta, ao seu posicionamento e à sua história. Nunca ao seu preço e, em muitos casos, ao o que você representa agora e não ao que você foi, ou poderá ser. Assim, pense muito bem ao falar de seus clientes anteriores;   2) Neste caso, mais é mais! Ou seja, não tenha medo de apresentar suas propostas e deixar clara quais são suas premissas de trabalho;   3) Quanto mais perto você estiver do seu cliente mais facilmente será lembrado. Assim, saia do casulo, produza conteúdo de valor, tenha um site moderno e use as mídias sociais; e   4) Dê opções ao seu cliente. Quanto maior o número de serviços que você pode prestar, maiores são as chances de você ser contratado. Fatie a picanha!   Essas são premissas fundamentais, para um profissional do conhecimento estabelecer uma estratégia de Presença Social mínima e ter alguma chance de competir neste novo mercado globalizado que se tornou uma aldeia.   Se quiser ajuda, ou apenas conversar, não tenha receio de entrar em contato.

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