Esta pequena estória já me acompanha há vinte e seis anos, desde que eu a li em um gibi do Capitão América. Gibi mesmo, ainda demorou um bom tempo para essas publicações serem chamadas de quadrinhos…e eram bem baratas. Mas a sua mensagem torna-se incrivelmente útil em nosso momento atual e vale uma pequena discussão.

A interpretação dessa estória inicialmente parece óbvia e, de forma geral, pode ser resumida mais ou menos assim:

 

“ – Não devemos ficar presos no passado, ou demasiadamente preocupados com o futuro, devemos aproveitar o presente. ”

 

Ou, em nosso contexto atual, de uma percepção sistêmica generalizada de crise econômica, isto pode ser interpretado da seguinte forma:

 

“ – A solução para as dificuldades de sua organização está no momento atual, naquilo que você pode fazer agora, não naquilo que você fez no passado, ou pode planejar fazer no futuro. “

 

Esta é uma interpretação simplista e temos certeza que você já deve tê-la ouvido através dos oráculos econômicos de plantão (SEBRAE, Pequenas Empresas e Grandes Negócios, Revista EXAME, etc.), ou irá ouvi-la em breve. No entanto, nosso contexto econômico e social é complexo, assim como a nossa pequena estória de Buda e, por isso, devemos interpretá-la com extremo cuidado.

 

A solução que o homem encontrou, em um momento aparentemente de crise extrema, só aconteceu porque ele manteve a mente atenta e soube, no meio de uma sequência de eventos inesperados, identificar a oportunidade correta para lhe ajudar a sobreviver naquele instante. Muito provavelmente, em algum momento próximo, algum dos tigres terá que ir embora.

 

Assim, para sobreviver você precisa, antes de tudo, pensar com clareza e maximizar a utilidade dos ativos que você tem à sua disposição. Isso, em termos organizacionais, significa que você deve revisar seu planejamento estratégico, manter a sua cultura organizacional sob controle e identificar os ativos de valor real para ajuda-lo neste momento.

 

Se você não conseguir revisar o seu planejamento estratégico um dos tigres irá lhe pegar. Se a sua cultura organizacional não for capaz de se adequar ao momento você irá cair – o rato que rói o cipó. Se você não tem ativos para lhe ajudar a sobreviver você não irá conseguir esperar mais do que os tigres.

 

Em outras palavras só irá sobreviver a organização que tem condições de adequar o seu posicionamento às restrições do mercado, uma cultura organizacional assertiva capaz de se adequar rapidamente à mudança e, finalmente, que tem ativos de valor real para o mercado.

 

Esta é uma conclusão pragmática, como pede o momento. Faça uma autocrítica e avalie se você irá conseguir se manter agarrado ao cipó até os tigres irem embora. Mas não se esqueça de avaliar se o rato não irá lhe derrubar antes.

 

Se você não tiver absoluta certeza de que poderá passar por tudo isso com certo conforto, certamente será melhor ficar em casa e esperar um momento onde os tigres não estejam rondando a vizinhança. Pense bem!

 

Visualize se você não está em uma situação semelhante à de Calvin e Haroldo que colocamos na tirinha a seguir. Sua organização será capaz de apreciar este momento?

 

calvin
Calvin e Haroldo (Calvin and Hobbes) é uma tira diária de jornal do cartunista americano Bill Watterson que foi publicada diariamente entre 1985 e 1995, que nós tomamos a liberdade de utilizar apenas para ilustrar nossa argumentação.

 

Se você precisar de ajuda para fazer essa avaliação, fora do lugar comum, nós fazemos isso há muito tempo dentro dos parâmetros de Economia Colaborativa e podemos lhe ajudar. Basta entrar em contato.

 

Obrigado.

Nelson Marinelli Filho

Gestor de Inovação ATIVECON

nelson@ativecon.com.br

admin | matheus@ativecon.com.br

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